
O Futuro de uma Ilusão
Sigmund Freud
I
Quando já se viveu por muito tempo numa civilização específica e com frequência se tentou
descobrir quais foram suas origens e ao longo de que caminho ela se desenvolveu, fica-se
às vezes tentado a voltar o olhar para outra direcção e indagar qual o destino que a espera e
quais as transformações que está fadada a experimentar. Logo, porém, se descobre que,
desde o início, o valor de uma indagação desse tipo é diminuído por diversos fatores,
sobretudo pelo fato de apenas poucas pessoas poderem abranger a atividade humana em
toda a sua amplitude. A maioria das pessoas foi obrigada a restringir-se a somente um ou a
alguns de seus campos. Entretanto, quanto menos um homem conhece a respeito do
passado e do presente, mais inseguro terá de mostrar-se seu juízo sobre o futuro. E há
ainda uma outra dificuldade: a de que precisamente num juízo desse tipo as expectativas
subjectivas do indivíduo desempenham um papel difícil de avaliar, mostrando ser
dependentes de factores puramente pessoais de sua própria experiência, do maior ou menor
optimismo de sua atitude para com a vida, tal como lhe foi ditada por seu temperamento ou
por seu sucesso ou fracasso. Finalmente, faz-se sentir o fato curioso de que, em geral, as
pessoas experimentam seu presente de forma ingénua, por assim dizer, sem serem capazes
de fazer uma estimativa sobre seu conteúdo; têm primeiro de se colocar a certa distância
dele: isto é, o presente tem de se tornar o passado para que possa produzir pontos de
observação a partir dos quais elas julguem o futuro.
Sigmund Freud
I
Quando já se viveu por muito tempo numa civilização específica e com frequência se tentou
descobrir quais foram suas origens e ao longo de que caminho ela se desenvolveu, fica-se
às vezes tentado a voltar o olhar para outra direcção e indagar qual o destino que a espera e
quais as transformações que está fadada a experimentar. Logo, porém, se descobre que,
desde o início, o valor de uma indagação desse tipo é diminuído por diversos fatores,
sobretudo pelo fato de apenas poucas pessoas poderem abranger a atividade humana em
toda a sua amplitude. A maioria das pessoas foi obrigada a restringir-se a somente um ou a
alguns de seus campos. Entretanto, quanto menos um homem conhece a respeito do
passado e do presente, mais inseguro terá de mostrar-se seu juízo sobre o futuro. E há
ainda uma outra dificuldade: a de que precisamente num juízo desse tipo as expectativas
subjectivas do indivíduo desempenham um papel difícil de avaliar, mostrando ser
dependentes de factores puramente pessoais de sua própria experiência, do maior ou menor
optimismo de sua atitude para com a vida, tal como lhe foi ditada por seu temperamento ou
por seu sucesso ou fracasso. Finalmente, faz-se sentir o fato curioso de que, em geral, as
pessoas experimentam seu presente de forma ingénua, por assim dizer, sem serem capazes
de fazer uma estimativa sobre seu conteúdo; têm primeiro de se colocar a certa distância
dele: isto é, o presente tem de se tornar o passado para que possa produzir pontos de
observação a partir dos quais elas julguem o futuro.
Adorei o blog!
ResponderExcluirPassa lá no meu blog ver o post novo e se inscrever nos sorteios que estão rolando! SORTEIO SIGMA E SORTEIO MACRILAN!!
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Bjoss
Gi